Jornalista e escritor, dedicou-se especialmente a estudos de história. Vivendo com bastantes dificuldades financeiras, foi nomeado amanuense da Repartição da Fazenda de Viana (1861), tendo permanecido no funcionalismo público durante trinta anos. Autodidacta, interessado pelos clássicos e pela história local, foi, em 1877, requisitado pelo arcebispo de Braga para escrever um estudo biográfico e crítico sobre D. Frei Bartolomeu dos Mártires e a sociedade do seu tempo. Esta incumbência, se, por um lado, esteve na origem de um conflito que o opôs ao arcebispo, provocou, por outro lado, o interesse da Academia das Ciências, que, reconhecendo o valor e oportunidade dessa investigação, lhe facilitou os meios indispensáveis para o seu prosseguimento. Proclamada a República, foi José Caldas nomeado director-geral dos Cultos (1910-1916). A sua obra, prejudicada pela parcialidade de algumas posições e por um anticlericalismo militante (que atingia principalmente os Jesuítas), revela um espírito curioso e uma notável erudição, tendo sobretudo em conta o seu meio e a sua época.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. II, Lisboa, 1990






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