Director do Serviço de Educação daquela Fundação e, simultaneamente, catedrático, depois jubilado, da Faculdade de Letras de Lisboa, recebeu, sob proposta desta, o doutoramento honoris causa em Ciências Históricas, pela Universidade de Lisboa (1991).
Pico della Mirandola, Marsilo Ficino, Sá de Miranda, Damião de Góis, Heitor Pinto, André de Resende, Samuel Usque, Erasmo, Tomás Moro e outros nomes da cultura humanista e renascentista davam corpo, entretanto, às suas investigações, que foram fundamentais, ainda, para as relações culturais luso-italianas e para a história do livro português.
Com o pseudónimo de Duarte de Montalegre, e na fase em que ainda exercia no ensino secundário em Coimbra, reflectia sobre Eça de Queirós, Ribeiro do Couto, Garrett, Pascal, Verney, organizando, igualmente, antologias de lírica estrangeira – pertencia, então, ao movimento intitulado Poesia Nova – e colaborando em publicações como Biblos, Estudos, Novidades, Tarde, Diário da Manhã, embora deixe marca mais duradoura, com o próprio nome, nas revistas da Biblioteca Nacional e da Faculdade de Letras de Lisboa, nos Estudos Italianos em Portugal e Quaderni Portoghesi, mas, sobretudo, nos Arquivos daquele Centro Cultural.
A presença nas Memórias da Academia das Ciências (desde 1978) confirma um empenho pouco divulgado que o levou à vice-presidência da instituição e à presidência da respectiva Classe de Letras (1990).
Rigoroso e exaustivo na cópia de textos introdutórios e de prefácios, nas compilações e notas a que procede, antologiador (em especial de D. Francisco Manuel de Melo), é, também, tradutor de autores latinos e italianos.
Como Duarte de Montalegre, assinou textos doutrinais, de poesia, de ficção e também de crítica literária. Tem publicados mais de duzentos trabalhos científicos. É membro da Academia Portuguesa da História (1983).
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998







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