Foi sobretudo a sua criação para crianças que a tornou conhecida, incluindo narrativas, peças de teatro e poesia. O Livro da Comadre Cegonha (1955) foi o primeiro que publicou neste âmbito. Os seus textos têm, por vezes, um «humor sorridente» muito marcante e não se eximem de fazer a apologia de valores. Alguma da sua poesia para a infância foi utilizada, com frequência, em manuais escolares, merecendo que a ela se regresse. Cultivou ainda a fábula em verso, por exemplo em Romance da gata preta fábulas e outras poesias.
Alguns dos seus livros apresentam imagens de nomes relevantes da ilustração, como José de Lemos (v.) (por exemplo A comadre cegonha) e Júlio Gil (v.) (por exemplo, o Auto da Joanita e da fonte).
Em 1957, quando da morte do pintor e ilustrador Manuel Ribeiro de Pavia, publica, na Vértice (vol. XVII, n.º 164, pp. 259-260), o artigo «Uma saudade de todos nós», dedicado a este artista neo-realista.
Como tradutora, tem também uma actividade significativa, com traduções em áreas bastante variadas (no catálogo da Biblioteca Nacional encontram-se referências a quinze obras diferentes traduzidas por Patrícia Joyce).
Bibliografia selectiva: História de um bago de uva (1958), Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural; Auto dos 4 meninos (1969), Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural, 1979; Auto da Joanita e da fonte (1970), Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural, 1979; Romance da gata preta fábulas e outras poesias (1977), Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural; A Raposa Terrível e a Pata Capitolina (1977), Lisboa: Edição da Autora; Gabriel dos cabelos de ouro (1983), Lisboa: Verbo; Toadas para gente nova (1984), Lisboa: Horizonte.











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