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De uma antiga família de comerciantes da Baixa lisboeta, actividade em que também se ocupou, militou na política monárquica da facção legitimista e, sob o Estado Novo, foi vereador da Câmara de Lisboa.

Desde cedo interessado pelos estudos históricos, dedicou-se à genealogia (Ascendentes de Camilo, 1947), mas sobretudo à olisipografia. Além de prefácios e anotações a livros de Júlio de Castilho e de Pinto de Carvalho (Tinop) e dos que escreveu de parceria com Gustavo de Matos Sequeira e com Norberto de Araújo, a sua obra, em que à investigação em fontes impressas e arquivísticas junta o recurso às memórias próprias e de pessoas idosas, a que frequentemente recorria, credita-o como um dos mais notáveis olisipógrafos posteriores aos citados Castilho e Matos Sequeira.

Ocupando-se privilegiadamente da freguesia da Madalena e suas imediações (A Igreja de Santa Maria Madalena de Lisboa, 1930; A Rua das Pedras Negras, 1931; A Rua das Canastras, 1939; Tempos que Passaram, 1940), é todavia em Lisboa de Lés a Lés que dá a melhor conta de si.

in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997

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