Jornalista, homem de cinema e romancista, teve uma evolução literária curiosa, pois, começando por ser influenciado por Eugénio de Castro, publicou os seus primeiros livros de poesia ainda muito dentro da atmosfera simbolista, aproximou-se do modernismo e, durante o período em que colaborou e manteve relações com a gente da Presença, escreveu uma obra, Bússola Doida, que, segundo João Gaspar Simões, é «o primeiro romance português a propósito do qual a invocaçcão do nome de Marcel Proust não seria descabida», acabando por se afirmar como ficcionista numa linha em que sobressaem alguns dos temas e preocupações mais fortes do neo-realismo, com uma série de romances populistas situados de preferência nos bairros pobres de Lisboa.
De Bairro Excêntrico disse Armando Ventura Ferreira, na Seara Nova de 5-7-1947, que era «um romance excepcional».
O espólio literário de Aleixo Ribeiro encontra-se hoje depositado na Biblioteca Nacional.
Teve uma vasta colaboração dispersa por jornais e revistas, nomeadamente Presença, Vértice, O Diabo, Diário de Notícias, tendo ainda sido redactor de L’Europe.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1994






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