Fundou e dirigiu a revista Alma Nacional (10/02/1910-20/09/1910), importante instrumento para a implantação da República, onde colaboraram António Augusto Gonçalves, Francisco Valença, Aquilino Ribeiro, Basílio Teles, Guerra Junqueiro, Miguel Bombarda, Raul Proença e Teixeira de Querós, entre outros.
António José de Almeida evoluiu no sentido conservador e, em 1912, fundou o Partido Republicano Evolucionista, que combateu violentamente os «democráticos» ou «afonsistas», de Afonso Costa, até que, em 1916, sentindo a necessidade de se reconciliar, se juntaram formando a União Sagrada. Depois de ter sido ministro de vários governos, António José de Almeida foi eleito presidente da República, cargo que desempenhou de 1919 a 1923. Durante este conturbado período, a sua afabilidade e eloquência fizeram dele uma personalidade atraente. Os seus amigos e admiradores reuniram os seus principais artigos e discursos numa obra em 4 vols. com o título Quarenta Anos de Vida Literária e Política, prefaciados por Caetano Gonçalves, Joaquim de Carvalho e Hernâni Cidade e publicados de 1933 a 1935. Esta obra é um documento importante dessa época agitada e obscura da vida social e política portuguesa.










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