Ao longo de décadas colaborou nas mais diversas publicações, tais como, entre outras, a Revista Portuguesa de Filosofia, Persona, Via Latina, Diário de Notícias, Tempo, Diário Popular, Arco Voltaico ou o JL.
Reconhecido sobretudo como ensaísta e pensador da cultura, também escreveu poesia (cinco livros, entre 1949 e 1991) e ficção. Os contos de Histórias do Tempo de Deus (1965) obtiveram dois prémios, o «Ricardo Malheiros», da Academia das Ciências, e o de «Novelística», da Casa da Imprensa. Mais tarde receberia o «Prémio Nacional de Literatura Infantil», por Pedro e o Mágico (1973).
Trabalhou no Serviço de Bibliotecas Itinerantes da F. C. Gulbenkian (1958-81); foi professor de Deontologia de Comunicação, na Universidade Católica de Lisboa; membro fundador e dirigente da extinta Sociedade Portuguesa de Escritores (1957-59) e vice-presidente da Fundação Lusíada; pertenceu à direcção do Círculo Eça de Queiroz; participou de inúmeros congressos e simpósios, no país e no estrangeiro; fez parte da comissão organizadora da Associação Portuguesa de Escritores; foi sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras), sócio efectivo da Academia Internacional de Cultura Portuguesa e sócio efectivo e perpétuo da Academia Brasileira de Filosofia. Foi condecorado com a Ordem Britânica da Rainha Vitória.
Tradicionalmente conotado com as teses sebastianistas do «Quinto Império» e genuinamente preocupado com «uma ideia de Portugal», a sua obra impõe-se pelo carácter especulativo e tolerante.
Era filho dos escritores António Ferro e Fernanda de Castro.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998







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