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Integra a delegação portuguesa às conversações preliminares com a FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), em Junho de 1974, em Lusaka (Zâmbia), com vista à independência daquela então colónia portuguesa. Em 1975 faz parte do Conselho dos Vinte e, posteriormente, do Conselho da Revolução. É graduado general e assume o comando directo do COPCON em Maio de 75. No «Verão Quente de 75» integra o directório do Conselho da Revolução, juntamente com o general Costa Gomes (Presidente da República) e o general Vasco Gonçalves (Primeiro Ministro).

Extinto o COPCON na sequência do «25 de Novembro», Otelo demite-se de todas as funções, exigindo a sua desgraduação e regresso à patente de major. É preso preventivamente (Janeiro de 76) durante um mês e meio. Candidata-se à presidência da República (Junho de 76), tendo alcançado a segunda melhor votação. Em Novembro de 1977 publica o seu primeiro livro, Alvorada em Abril. Participa, em 1978, na fundação da O.U.T. (Organização Unitária de Trabalhadores), tendo passado à situação de reserva compulsiva no ano seguinte. Reintegrado no serviço activo em 1982, é colocado na Direcção de Arma de Artilharia.

Acusado de ser mentor intelectual e executivo das FP 25 (Forças Populares 25 de Abril), partido clandestino armado, é preso a 20 de Junho de 1984, sendo condenado a quinze anos de prisão maior. Interpôs recurso ao Tribunal Constitucional, é-lhe dada razão parcial e libertado em Maio de 1989; mais tarde, em Março de 1996, amnistiado pela Assembleia da República, continua indiciado como autor moral de crimes praticados pelas FP 25, mantendo-se na situação de liberdade provisória (1999).
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999

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