Estreou-se como correspondente das revistas francesas Cinéma (1923) e Cinemagazine (1926-28).
Colaborador das revistas da especialidade Imagem, Kino e Animatógrafo, chefe de redacção das duas últimas, participou directamente na produção de alguns filmes, como «Ver e Amar» de Chianca de Garcia (1930).
Em 1935 é convidado por António Ferro para chefe da secção de cinema do recém-nascido Secretariado de Propaganda Nacional, o que faz com que, de alguma forma, todo o cinema português passe pelas suas mãos. Data desta época a sua preocupação em recolher as cópias de filmes mais antigos, velhas máquinas, livros e revistas, cartazes, objectos e documentos relacionados com a história do cinema português, na intenção de um dia vir a construir uma verdadeira cinemateca.
Em 1948 nasce a Cinemateca Nacional, e Félix Ribeiro é encarregado de a dirigir, no âmbito da Repartição de Cultura Popular, passando dez anos à frente dos trabalhos de investigação e recolha que se impunham. Finalmente, em 1958, abre ao público a Cinemateca Nacional, obra devida em grande parte ao seu mérito e paciente trabalho.
Aos 70 anos de idade viu o seu trabalho ser reconhecido pelos poderes públicos, na pessoa do Secretário de Estado da Cultura, David Mourão-Ferreira, que lhe permitiu continuar à frente da Cinemateca, e em 1980, quando a Cinemateca se separou do Instituto Português de Cinema, viu consagrada a sua actividade, sendo nomeado, pelo então Primeiro Ministro Francisco de Sá Carneiro, subdirector da Cinemateca Portuguesa.
Os seus trabalhos históricos constituem leitura indispensável para a compreensão da génese e evolução do cinema português.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997







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