Concluído o liceu em Angra do Heroísmo, fez estudos de Comércio no Instituto Industrial e Comercial de Lisboa, em que se diplomou, sendo depois secretário da Liga Naval e, mais tarde, da Biblioteca da Marinha. Foi também secretário da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras de Lisboa e nesta qualidade participou em vários congressos da imprensa no estrangeiro.
Após a implantação da República, e por influência de João Chagas, de quem foi amigo, Alfredo de Mesquita entrou na carreira diplomática, exercendo funções consulares em Orense, Istambul e Roma de 1911 a 1919 e de secretário da Legação Portuguesa em Paris de 1919 a 1922, deixando-se ficar, depois, naquela cidade até ao fim dos seus dias.
Observador imaginativo da vida quotidiana, não foi, todavia, um escritor de ficção, embora projectasse escrever romances (um dos quais levou a termo) e deixasse entre as suas crónicas, dispersas ou reunidas em livro, alguns contos. A crónica jornalística, em que se estreou ainda adolescente e que havia de aperfeiçoar na lição de Júlio César Machado e Ramalho Ortigão, era o campo literário que melhor quadrava ao seu génio e à sua expressão fluente e ágil e em que logo alcançou notoriedade, tornando-se, no seu género, um dos mais brilhantes jornalistas do fim do século XIX, começos do século XX.
Dirigiu o semanário O Crédito (1891-1892) e foi redactor ou colaborador de vários periódicos, entre os quais A Democracia Portuguesa, O Nacional, O Tempo, O Jornal do Comércio, o Comércio do Porto, o Diário de Notícias, O Ocidente (com o pseudónimo de João Prudêncio), a Ilustração Portuguesa e ainda a Revista Portuguesa, que se publicava em Paris.













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