Oratoriano que subscreveu grande parte das suas obras apenas com os nomes de António Pereira, seguiu numerosos cursos de Filosofia e Teologia, tendo-se dedicado ainda, particularmente, aos campos da filologia, latim e história. Foi organista em Sta. Cruz de Coimbra, tendo composto várias obras musicais. Na sequência do corte de relações diplomáticas entre Portugal e a Santa Sé, em 1761, o Pe. António Pereira de Figueiredo defendeu a tese da supremacia do poder real sobre o poder eclesiástico em determinadas circunstâncias, tese que foi ulteriormente desenvolvida na Tentativa Teológica. Colocando-se deste modo ao serviço do Marquês de Pombal, este nomeou-o deputado da Real Mesa Censória (1768), situação que o obrigou a abandonar a sua congregação. Foi ainda tradutor oficial da Secretaria de Negócios Estrangeiros e da Guerra e deve-se-lhe uma célebre tradução da Bíblia Sagrada segundo a Vulgata que teve sucessivas edições. Usou os pseudónimos de Francisco Sanches e de André L. de Resende.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. I, Lisboa, 1989










Avaliações
Ainda não existem avaliações.