Estudou em Lisboa, Porto e Paris, onde se formou na École Supérieure du Journalisme. Em Lisboa foi redactor do Diário Ilustrado e da Agence France-Presse, tendo colaboração dispersa por outras publicações, como O Primeiro de Janeiro, Diário Popular, Nova Renascença, etc. De 1951 a 1954 trabalhou na Radiodifusão Francesa.
Em 1958 fixou-se no Brasil, onde permaneceu até 1989, exercendo o jornalismo profissional como redactor editorialista de O Estado de S. Paulo, além de secretário da redacção da revista Anhembi, redactor das publicações da Bloch-Manchete, director da revista Portugália e fundador e director da revista Comunidades de Língua Portuguesa e da Gazeta do Descobrimento (publicação do Centro de Estudos Históricos Pedro Álvares Cabral), dirigindo desde 1981 a revista cultural da Beira-Serra, Arganilia. Colaborou ainda no Jornal de Angola e no Imbondeiro (Sá da Bandeira) e em Persona (Porto), Nova Renascença, Ocidente e A Comarca de Arganil.
Dirigente associativo luso-brasileiro, organizou mais de uma centena de exposições e coordenou vários colóquios. Foi professor da Faculdade de Comunicação Social «Gásper Líbero», onde fez pós-graduação e cujo Departamento de Jornalismo chefiou (S. Paulo), e leccionou na Escola Superior de Jornalismo e no Instituto Superior das Ciências da Informação (Porto). Entre as dezasseis exposições de imprensa de língua portuguesa que promoveu, destacam-se a da UNESCO, em Paris (1991) e em Macau (1992), além de outras em quinze cidades portuguesas e brasileiras.
É autor de cerca de duas dezenas de obras abordando aspectos diversos das letras potuguesas, brasileiras e africanas de expressão portuguesa. Usou os pseudónimos Mário Fragoso, Mário Gular e J. A.









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