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Internacionalmente, pertenceu ao Congresso para a Liberdade da Cultura (França) e à Comunitá Europea degli Scrittori (Itália). É membro da Hispanic Society of America (Nova Iorque) e foi correspondente do Centre International d’Études Poétiques (Bélgica).

Tem-se dedicado também à tradução de poesia, sendo autor de uma Antologia da Poesia Espanhola do Após-Guerra (1962) bem como de recolhas de poetas como Pier Paolo Pasolini, Nicola Vaptzarov, Attila Józef, Yannis Ritsos, Roberto Juarroz, Eeva Liisa-Männer, Guillevic, Derek Walcott, etc. Foi-lhe atribuído o Prémio de Tradução Calouste Gulbenkian, da Academia das Ciências de Lisboa – 1977, com a sua selecção de Poemas da Resistência Chilena e, em 1985, o Prémio Internacional Nicola Vaptzarov, da União de Escritores Búlgaros.

Obteve ainda o Prémio de Poesia do Pen Clube – 1995 e o Grande Prémio de Poesia da APE com o seu livro E No Entanto Move-se (1995), obra que teve igualmente o Prémio Complementar Eça de Queirós, da Câmara Municipal de Lisboa. Em 1994 foi condecorado pelo Presidente da República com o Grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. É também condecorado com a Ordem de Cirilo e Metódio (1ª. classe) do Estado Búlgaro, tem a medalha «Pro Cultura Hungarica» do Governo Húngaro, a Medalha de Bronze da «Renaissance International des Arts et des Lettres» de Paris e a Medalha de Mérito Dourado, concedida pelo Município de Matosinhos, cidade em que nasceu.

Iniciada nos anos 50, com a publicação de Poemas Para os Companheiros da Ilha, a obra de Egito Gonçalves move-se entre os postulados quer de referencialidade espacio-temporal – nas suas vertentes testemunhal e intimista –, quer de reflexão metapoética. Se o pendor realista da sua poesia remete para um processo dialogal com o real – paisagens, cidades, viagens –, trata-se de «viver com o país / a mesma linguagem», (Poemas Políticos). Assim estão mutuamente implicados quer o entendimento da escrita como a «reconstituição de um / alfabeto» (Destruição: Dois Pontos), quer a consequente importância mnemónica das imagens poéticas e geo-gráficas: pelo modo de subjectivação do tempo e seus ciclos (em que está presente a noção de isocronia), a poesia de Egito Gonçalves opera um duplo reenvio ao exterior e à interioridade.

Na exploração desta interioridade se insere uma outra importante vertente da sua poesia, a da lírica do amor, bem evidente, por exemplo, em Mapa do Tesouro: se esta poesia em prosa é movida pelo «funcionamento centrípeto em torno dos sentimentos e da sua sombra», trata-se não só de nomear «a mão feliz que guiou o itinerário / ao longo dos sinuosos veios deste mapa» – o objecto do amor –, mas também de «receb[er] o […] rosto na ausência, impresso no papel como se saísse de um espelho».

A sua obra encontra-se traduzida em francês, polaco, búlgaro, inglês, turco, romeno, catalão e castelhano (Crespo, Angel, Treinta Poemas…de E.G., Espanha, 1962).
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998

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