(Filho dos pintores Abel Manta e de Maria Clementina Carneiro de Moura Manta, a infância privilegiada pelo convívio com a arte dos pais e com os intelectuais que frequentavam a casa em Santo Amaro de Oeiras e a partir de 1940, com refugiados alemães que aí circulavam, as viagens pela Europa, marcam um contexto de liberdade e resistência ao regime, reforçado pelo ambiente mais contestatário da Escola Superior de Belas Artes, onde fez o curso de Arquitetura2, pela ligação aos movimentos de esquerda e pela participação no MUD (Movimento de Unidade Democrática) Juvenil. O período marcelista concedeu a “Liberdade possível na imprensa vigiada: o cartoonista sob a mira da censura”. É o tempo do difícil equilíbrio entre a resistência ao regime através da publicação de cartoons iniciada em 1969 no Diário de Lisboa, e a vigilância controladora exercida pelo Exame Prévio, expressão eufemística que, no tempo de Marcelo Caetano, passou a designar a censura vigente)












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