Jornalista e escritor, fez preparatórios de Teologia em Portalegre, seguindo para Coimbra, onde se ordenou e continuou o estudo da Teologia, que abandonou para se formar em Direito.
Advogou em Lisboa. Na Capital mantinha uma secção, «Poeira da Arcada». Foi governador civil de Vila Real, depois da República, sendo também secretário do Dr. Bernardino Machado quando este era ministro dos Estrangeiros. Foi redactor principal de A Pátria, dirigida por Nuno Simões.
Em 1921 lançava, com outros jornalistas, o Diário de Lisboa, que dirigiu até morrer, escrevendo, durante longos anos, e quase exclusivamente, não só o editorial num peculiar estilo menos jornalístico do que literário e conceituoso, como também os «ecos» ou comentários da primeira página.
Os últimos livros que publicou, em edições primorosas, ostentam desenhos de Almada Negreiros. João Gaspar Simões, que, no Diário de Lisboa, «batalhou» três anos (antes de 1942) «pela dignificação da crítica portuguesa», dedicou-lhe o volume Crítica I, «em reconhecimento do apoio que nunca [lhe] negou».
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1994








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