Em 1926, com dezanove anos, veio para Lisboa e iniciou a sua carreira de jornalista, entrando para a redacção do jornal A Tarde. Em 1928 partiu para Angola e esteve ali até 1931, ano em que ingressou no quadro redactorial de O Século. Neste jornal publicaria Ferreira da Costa o melhor do seu trabalho como repórter. Foi ao serviço de O Século que em 1936 partiu para Espanha, a fim de seguir a Guerra Civil ao lado das tropas franquistas com as quais entraria em Barcelona e em Madrid.
Terminado o conflito, dedicou-se durante alguns anos quase exclusivamente à actividade literária e de tradução. Foi nesse período que obteve um grande sucesso editorial com o seu único romance, Na Pista do Marfim e da Morte, livro que atingiu as treze edições, com três edições e seis mil exemplares vendidos nos primeiros quarenta e cinco dias. Por esta obra recebeu o «Prémio de Literatura Ultramarina», prémio que também lhe foi atribuído pelo livro de crónicas Pedra do Feitiço, que, na esteira do êxito anterior, atingiu as oito edições, com quatro no primeiro ano.
Em 1945, Ferreira da Costa foi a Timor para assistir ao restabelecimento da soberania portuguesa naquela colónia ocupada durante a 2ª. Guerra Mundial. No regresso, escreveu sobre a viagem algumas reportagens para O Século, uma das quais, «Tempestade na Ilha do Sândalo», obteve o «Prémio Afonso de Bragança». Fez também uma conferência, Martírio e Resgate de Timor, e escreveu com este mesmo título um livro de seiscentas páginas dactilografadas cuja publicação não foi autorizada.
Em 1952 ingressou nos quadros do Diário da Manhã e, no ano seguinte, voltou a África, para onde fora nomeado director do Instituto da Assistência Social de Angola. Ali acumularia aquele cargo, primeiro com o de chefe de redacção do Diário de Luanda e, depois, com o de director de O Comércio, da mesma cidade.
Foi um período em que publicou numerosas crónicas e reportagens e fez algumas conferências sobre temas ligados a Angola. Os seus mais interessantes trabalhos de temática africana são, no entanto, aqueles que resultaram da sua primeira experiência naquela então colónia portuguesa, nos finais dos anos vinte, e que publicou antes da sua última estada ali. Colaborou na revista O Mundo Português.
As suas mais importantes traduções são a da História da Guerra de Espanha, de Robert Brasillach e Maurice Bardèche, que prefaciou e anotou, e a da correspondência de Friedrich Nietzsche, Despojos de uma Tragédia.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997









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