Pintor, desenhador, jornalista e escritor.
Filho do actor Eduardo de Freitas, estreia-se no teatro como actor, ainda menino. Foi ajudante no teatro do Bombarral e, a pedido de Assis Esperança, frequentou a oficina do pintor Frederico Ayres. Em 1928 parte para França e fixa-se em Paris como desenhador de máquinas, gráfico de bolsa e decorador. Frequenta os cursos livres de pintura de André Lhote, dedica-se à planificação dos filmes de Henri Lapage e é chefe de redacção de um dos muitos jornais franceses em que colabora.
Expõe pintura na Casa de Portugal em Paris e é um dos pintores admitidos no Grand Salon d’Art Mural. Convive com os pintores Francisco Smith e Robert e Sonia Delaunay, com os cineastas Julien Duvivier, Alexandre Astruc e Jean Mitry, o biógrafo de Eisenstein e de John Ford, com as actrizes Marlene Dietrich, Danielle Darrieux e Gaby Morlay, com os escritores Antonin Artaud e André Kedros, com o guitarrista de jazz Django Reinhardt.
Regressa a Portugal, após ter passado mais de doze anos em França, quando Hitler já domina militarmente meia Europa. Com Leão Penedo, funda uma editorial especialmente dedicada à historiografia da arte portuguesa e da arte em Portugal e que lança uma notável bibliografia (em que se destacam, entre outros, Diogo de Macedo, Adriano de Gusmão, Fernando Pernes, Ernesto de Sousa, José-Augusto França) que marca a história editorial portuguesa, abrangendo, também, o teatro de Gil Vicente, com Paulo Quintela, e a poesia portuguesa, com José Régio. Foi Director-Geral de Espectáculos (1976-80), fundador da Companhia Nacional de Bailado e director da Galeria Almada Negreiros.
O seu primeiro livro de contos, A Porta Fechada (1952), foi apreendido pela polícia política.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997







Avaliações
Ainda não existem avaliações.