Os seus primeiros livros foram escritos no mato, no período de guerrilha entre 1969 e 1974. Mayombe (1979), o seu romance mais conhecido, narra as aventuras de guerrilheiros do MPLA na luta pela independência. Testemunho da história de Angola, do passado e do presente, a sua obra retrata numa linguagem simples, de forte poder comunicacional, a sociedade e a cultura angolanas, destacando-se a influência do colonialismo, a guerra de independência e o período atual da república, com as suas contradições e utopias perdidas. Muito além de uma literatura guiada pelo impulso ficcional, os seus romances são elementos fundamentais para compreender a realidade angolana numa perspetiva histórica e política.
Foi o primeiro autor angolano distinguido com o Prémio Camões. A sua obra foi distinguida com numerosos prémios, entre os quais: Prémio Fonlon-Nichols da Associação Africana de Literatura (2015), Prémio Rosalía de Castro do Centro Pen da Galiza (2014), Prémio Internacional da Associação dos Escritores Galegos (2007), Prémio Nacional de Cultura e Artes (2002), Prémio Prinz Claus, Holanda (1999), Prémio especial dos críticos de São Paulo, Brasil (1993), Prémio Nacional de Literatura (1985 e 1980).
Entre outras distinções, foi agraciado com a Medalha de Mérito de Combatente da Libertação , em 1985 (MPLA), a Medalha de Mérito Cívico, em 2005 (Angola), e o grau de Comendador da Ordem do Mérito Cultural da República, em 2006 (Brasil).
Em 2010, foi distinguido com o grau de doutor honoris causa pela Universidade do Algarve.









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