Com colaboração dispersa pela Seara Nova, a cuja redacção e corpos directivos pertenceu e onde utilizou os pseudónimos de Ângelo Bravo e João da Ega, pelos jornais Diário de Lisboa e República, e pela revista Vértice, além de outras, Augusto da Costa Dias centrou uma boa parte dos seus magistrais e incontornáveis ensaios no estudo de obras que publicou e com eles introduziu, tais como as de Trindade Coelho (1961), Almeida Garrett (1963 e 1968), Basílio Teles (1968 e 1969) e Soeiro Pereira Gomes (1975). No caso concreto de Almeida Garrett, deve registar-se que, quando preparava a edição das Viagens da Minha Terra, segundo o exemplar, emendado pela mão do autor, existente na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Costa Dias foi impedido de entrar naquele estabelecimento por iniciativa de um dos seus doutos e considerados catedráticos, sendo o restante do trabalho já em curso realizado com a substituição do autor, nas pesquisas, por sua esposa que, para o efeito, usava o nome de solteira.
Para além da obra ensaística publicada em livros apenas seus, Costa Dias colaborou ainda com ensaios importantes na História Universal Ilustrada (Lisboa, 1964-1965) e na História da Literatura Portuguesa, dirigida por Óscar Lopes e inserida na História Ilustrada das Grandes Literaturas (Lisboa, 1964), e escreveu o ensaio «Non Può Essere Ibero un Popolo Che ne Opprime Altro», para introduzir o álbum de águas fortes Portogallo 1973 (Roma, 1973). A publicação sob a orientação do autor da riquíssima obra ensaística dispersa foi interrompida aquando da sua trágica morte, ocorrida após uma prolongada doença que, no dizer de José Gomes Ferreira, «quase o reduziu a um braço ligado a um cérebro».
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997






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