Político, engenheiro, jornalista e escritor, estudou na sua terra natal e fez o liceu em Lisboa, entrando para a Politécnica e para a Escola do Exército.
Como tenente seguiu para Angola. Depois esteve na guerra em França, e, eleito deputado a primeira vez no tempo de Sidónio, participou no movimento revolucionário de Santarém, em 1919, e foi ministro das Finanças em 1920. Ferido no 19 de Outubro de 1921, quando tentava proteger António Granjo, em 1922 foi presidente do Governo e em 1923 voltou a ser ministro das Finanças, no governo de Ginestal Machado. Reitor da Universidade de Coimbra de Agosto de 1924 a Agosto de 1925, neste ano foi vice-governador do Banco Nacional Ultramarino. Depois governador do Banco de Angola, em 1930 foi-lhe fixada residência nos Açores, após o que esteve exilado na Madeira e em Espanha.
Colaborou no Intransigente de Machado Santos, com o pseudónimo de Francisco Moreno. Dirigiu O Século em 1922, depois A Noite e, de 1934 a 1936, a revista Vida Contemporânea (redactor principal: Vasco da Gama Fernandes). Orador notável, tanto no Parlamento como em conferências políticas ou em assembleias gerais de companhias, para atacar a orientação governamental. Colaborou em vários jornais, em particular no Diário de Lisboa, onde em 1954 pedia a independência para a Índia Portuguesa.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1994











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