Romancista, poeta e ensaísta. Bibliotecário-arquivista, foi até 1970 director da Biblioteca e do Arquivo Municipal de Sintra, onde desenvolveu uma actividade de grande importância, nomeadamente na captação para aquelas instituições de valiosos espólios e colecções.
É do tempo em que estava à frente da Biblioteca Municipal de Sintra, a integração nesta, através de uma doação depois complementada com aquisições, da que é hoje a maior Camiliana do mundo: manuscritos (vários originais de romances e de outros escritos de Camilo e numerosa correspondência), livros, jornais, revistas e iconografia (desenhos, pinturas e esculturas), etc. Ainda naquelas funções, publicou em 1940, de colaboração com J. M. da Silva Marques, uma Bibliografia Sintrense.
Iniciou a actividade literária como poeta, com o livro Pó (1920) e só vinte e três anos mais tarde publicaria o seu primeiro romance, A Garça e a Serpente. Continuou depois uma carreira de romancista, de «romancista católico» como gostava de ser classificado, em livros cuja acção quase sempre se circunscreveu ao meio lisboeta e onde «o estudo psicológico das personagens se move numa atmosfera de preocupações morais e religiosas».
Aposentado, passaria a dedicar-se também a trabalhos de índole ensaística e memorialística.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997






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