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Poeta, ficcionista e jornalista profissional. De 1937 a 1939 dirigiu o semanário Foz do Guadiana, suspenso pela censura de Salazar. Dirigiu igualmente o quinzenário Jornal de Cinema. Colaborou nos jornais regionais: Jornal do AlgarveCorreio do SulBarlaventoO AlgarveA PlanícieBandarraGazeta do Sul e Notícias da AmadoraDiário do SulDiário do Alentejo e Jornal do Barreiro. Também colaborou em revistas e jornais de Lisboa, Coimbra e do Porto, como O Diabo (década de 30), Sol NascenteÁquilaCinéfiloPensamentoVérticeQuatro VentosRepública. O seu primeiro romance, Fronteiriços, editado em 1953, foi imediatamente proibido e apreendido pela PIDE (polícia política do regime de Salazar). Segredo no Meio do Mar, é o relato de dez dias passados no «segredo» da fortaleza de Peniche, onde esteve preso em 1950 por se opor à ditadura salazarista.

Da sua poesia afirmou João Rui de Sousa ser «a memória que – não pondo de parte a pulsão de uma bem vincada positividade moral, o aceno de uma fraternidade mesmo se apenas sonhada – testemunha sobretudo os olhos cansados pela ira do abandono, os colapsos de frio e de sono, de destroços, de aconteceres existencialmente menos felizes». Sobre os seus romances, José Manuel Mendes diz serem «bem a denúncia das injustiças sociais, um painel realista, não eufemizado, da desgraça a que são condenados os sem eira nem beira num universo de opressão». Vergílio Alberto Vieira chama a atenção para a coragem desta escrita «que ganha raiz em pleno salazarismo e chega ao nosso tempo com a limpidez só pela autenticidade popular assumida».

Poemas seus estão incluídos nas seguintes antologias: Vietname (1970), Escrita e Combate (1976), Textos Manuscritos (1977), Uma Certa Maneira de Cantar (1977), Poemabril (1984), Água Clara: Poetas em Vila Viçosa (1987).

Centro de Documentação de Autores Portugueses

06/2008

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