Como crítico musical e literário, tem colaboração dispersa pelo Jornal de Letras e Artes, O Século e O Século Ilustrado.
Como ficcionista, género em que se estreia com Um Homem de Barbas (1944), é à experiência surrealista que vai buscar, segundo Óscar Lopes, o seu «absurdismo», experiência a que aderirá mais francamente no teatro, nomeadamente na peça que escreve de parceria com Natália Correia, Sucubina ou a Teoria do Chapéu (1952), e a que os autores chamam mesmo de «peça surréaliste».
Um pouco esquecido e marginalizado, a sua primeira ficção mereceu extenso prefácio de Almada Negreiros, um verdadeiro ensaio sobre personagens e seus mistérios, para explicar a obra que introduz e a cujo propósito diz que Manuel de Lima «transporta-nos admiravelmente para o mundo da ficção e de uma maneira girandolesca que é rara entre os nossos autores […] servindo-se do realismo para desfazer o próprio realismo.» Prefácio e obra incontornáveis para quem quiser estudar os efeitos do surrealismo tardio em Portugal.








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