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Mas o prestígio de Eugénio de Castro permanece intacto e o seu trabalho literário nunca esmorece. Depois de ter lançado na circulação temas e formas inovadoras, depois de em pequenos e grandes poemas dramáticos povoados por personagens delirantes ter dado voz ao tédio, ao pessimismo e ao spleen da sua geração – em livros como Interlúnio (1894) ou Sagramor (1895) –, retorna sem remorsos aos metros e aos temas líricos tradicionais. Admirador incondicional de João de Deus, cultivará a quadra popular e, na mira de atingir sempre o máximo de musicalidade, vaza em moldes classicistas (éclogas, odes) ideias e imagens inovadoras.

Na sua obra vasta contam-se também tentativas de teatro em prosa (Belkiss, 1894) e 2 vols. de Cartas de Torna-Viagem (1926-1927), crónicas e evocações. E traduções: de Goethe (Poesias de Goethe, 1909) Horácio e de alguns epigramas gregos.

in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1994

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