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Em 1932 parte para Coimbra como professor, contratado pela Academia de Música, aí permanecendo até 1936. Será em Coimbra que toma contacto com o grupo da Presença. Desloca-se então para Paris, onde prossegue os seus estudos de musicologia (1937-39). Em 1941 é convidado para dirigir a secção musical da Emissora Nacional, cargo que nunca chegou a ocupar. Como professor, distingue-se a sua actuação na Academia dos Amadores de Música, que dirigiu de 1944 a 1950.

Neste ano lança, com Luís de Freitas Branco, a Gazeta Musical que no ano seguinte, passa a designar-se Gazeta Musical e de Todas as Artes, contando com a colaboração de João Cochofel e que se publicou até 1957. Colaborou também no jornal O Diabo como cronista teatral.

A sua obra musical, marcadamente moderna e inovadora, parte de temas da música popular e da tradição folclórica, apoiando-se também em textos literários, como aconteceu com o ciclo de melodias «As Mãos e os Frutos», sobre poemas de Eugénio de Andrade, e, no caso da História Trágico-Marítima, em versos de Miguel Torga. A sua extensa produção musical divide-se entre música dramática, orquestral, concertante, de câmara, para piano, canções e coros.

Deixou dispersos por várias publicações especializadas inúmeros textos de teoria, história e crítica musical, cujo valor pedagógico é dificilmente ultrapassável no contexto da divulgação e da investigação. Em 1973, iniciou-se a publicação das Obras Literárias.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997

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