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Vocacionada para problemas de âmbito pedagógico, a sua obra ficcional caracteriza-se por uma tonalidade didáctico-moralizante, reflectindo o seu ponto de vista, nada ingénuo, sobre a evolução do estatuto da criança nas sociedades ocidentais. Esse pendor leva-a a organizar antologias centradas nessa temática, como, por exemplo, As Crianças, Todas as Crianças (1976). A edição de 1992 de Praia Nova refunde a obra original, editada trinta anos antes, e colige no mesmo volume os contos de Estrada sem Nome (1945).

Figura discretíssima da vida literária portuguesa, nem por isso se alheou de actividades corporativas, tais como funções nos corpos directivos da extinta Sociedade Portuguesa de Escritores. Foi também sócia fundadora do Comité Português para a UNICEF.

Livros seus encontram-se traduzidos no Brasil, na Roménia e na Moldávia.

Pelo conjunto da obra, recebeu em 1980 o Grande Prémio de Literatura Infantil, da Fundação Calouste Gulbenkian.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998

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