Durante o tempo da Faculdade, envolveu-se no movimento cine-clubista e, mais tarde, dirigiu o Centro Cultural de Cinema, além de ter feito parte do grupo inicial da revista O Tempo e o Modo, na qual colaborou. Vértice, Seara Nova, O Jornal, entre outros, publicaram-lhe também artigos vários.
O seu primeiro livro, A Noite e o Riso, chamou a atenção pela sua originalidade, em muitos aspectos, até pela sua irreverência. É na verdade um livro invulgar, que consubstancia alguns dos experimentalismos formalizados já na altura, mas desenvolvidos sobretudo na década seguinte, em Portugal.
Podemos observar, no Autor, um discurso centrado no indivíduo-narrador-personagem, na fragmentação do texto que o comentário unifica, um comentário sempre irónico, caricatural, pejado de sentenças redutoras, e na re-invenção morfológica e sintáctica: um ritual linguístico donde se destaca a sobrevalorização de um eu-mítico, o desenho do herói marginal, libertino, pícaro e marialva, mas sempre perpassado pelo drama da insegurança interior.








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