O itinerário poético de António Jacinto iniciou-se com a colaboração nos jornais e nas revistas onde pontificavam alguns dos nomes mais importantes do nacionalismo angolano.
A sua poesia terá como suporte a marca de uma linguagem popular. Sendo, em termos culturais, herdeiro de um espaço de aculturação, estava enriquecido pela dimensão que os seus poemas comportavam – a cultura tradicional. A problemática dos estratos rácicos e sociais acompanhou-o também no exercício literário, onde procurou inovações estilísticas que conferissem à expressão poética uma forte identidade – a da africanidade.
Os seus textos corporizam imensas antologias significativamente importantes nas literaturas dos países africanos de língua portuguesa. O seu mérito como escritor foi reconhecido através de distinções que recebeu em vida: Prémio Lótus da Associação dos Escritores Afro-Asiáticos, Prémio Moma e Prémio Nacional da Literatura, em Angola.
Militante do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), desempenhou, no quadro político da sua pátria, cargos no governo e no partido a que pertenceu. Usou o pseudónimo Orlando Távora.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998






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