Radicado na cidade da Beira, radialista e jornalista em part-time, colaborou ao longo de cerca de trinta anos na imprensa daquela antiga colónia, designadamente em Itinerário, A Voz de Moçambique, Guardian, Notícias, A Tribuna, Notícias da Beira, etc. Também assinou colaboração publicada em jornais e revistas de Portugal – Diário de Lisboa, Diário Popular, Diário de Notícias, Jornal Português de Economia e Finanças, Eva, Vida Mundial, Século Ilustrado, Colóquio e Colóquio-Letras – e do Brasil, como O Estado de S. Paulo, Jornal de Letras, Narceja, Leitura, etc.
Foi um dos fundadores do Centro de Cultura e Arte da Beira. Lançou e dirigiu, com o poeta Fernando Couto (pai do escritor Mia Couto), as colecções «Poetas de Moçambique» e «Prosadores de Moçambique».
Exílio Voluntário (1966) é, talvez, o mais emblemático dos seus livros de poesia. Eugénio Lisboa enfatiza o carácter «radicalmente desistido» do seu cepticismo, a elegância da prosa (nem por isso menos acutilante) e os ecos de Régio e Torga.
Em 1971, foi editado o texto de uma conferência na qual Nuno Bermudes dissertava sobre Moçambique no Actual Panorama Literário Português. E, em 1982, em separata do Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, o ensaio Dinah Silveira de Queiroz Sob o Signo da Imortalidade.
Se tivermos de situar o autor no quadro de uma genealogia “moçambicana”, não podemos deixar de referir os nomes de Reinaldo Ferreira, Glória de Sant’Anna, Fonseca Amaral, Rui Knopfli, Vítor Matos e Sá, Ilídio Rocha, ou Sebastião Alba. Encontra-se representado em algumas antologias, incluindo uma sobre narrativa contemporânea africana, editada em Moscovo, em 1972, a Sovremennaia Afrikanskaia Novella.









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